Antes de mais nada, esse post, sem querer, virou quase um estudo de caso :D então separei em alguns tópicos pra ficar mais fluído, mas prometo que é rápido, fácil e barato! Léeeeeegou!
Quantos GB tem na sua cuca?
Quanta informação diária você acha que vê navegando na internet? Eu nem estou considerando o tempo que você passa nas redes sociais. Não é fácil achar uma fonte confiável, mas apenas para ilustra—e pelo que encontrei: 0.4 zettabytes de dados foram gerados em 2025 > isso é uns 400 milhões de terabytes por dia > nosso cérebro processa uns 70 gigabytes por dia.
Sejam esses valores precisos ou não, nós sabemos que é coisa pra caralho. E de tudo isso, se nós guardarmos efetivamente algumas centenas de megabytes na memória, eu diria que é otimismo. Não atoa estamos constantemente criando bookmarks, salvando links, baixando e enviando arquivos, mas tudo tem um limite, e eu diria que o nosso limite de capacidade de organização está indo pra fita junto com a nossa sanidade.
Eu descobri a necessidade e a importância de criar metodologias de organização durante o mestrado. E não tô falando de algo científico, mas de boas práticas para nos relacionarmos e lidarmos com dados que temos contato na internet. Ainda assim, continuo sofrendo, mas..
Se ninguém faz, eu faço!
Dois dos meus maiores desafios sempre foi: catalogar referências (pois quando se está na academia, tudo o que você lê tem importância — até memes, e catalogar já nas normas da ABNT pode salvar muito do seu tempo) e salvar recortes de conteúdos textuais (perdi a conta de quantas vezes li algo irado em um site e fechei, depois nunca mais achei). Pro primeiro desafio, descobri o MyBib, e compartilho com vocês. Nesse site você consegue salvar referências de livros, filmes, links, artigos, tudo! e já nas normas da ABNT ou outras dezenas nacionais e internacionais. Você pode nem precisar da ABNT, mas é uma ferramenta maneira pra organizar listas com informações mais precisas.
Para o segundo desafio, foi muito tempo testando. Inicialmente, eu salvava os links e separava por tags em sites de feed RSS, que são tipo bibliotecas que você salva sites e pode ler eles direto na plataforma e receber notificação de atualização. Porém, são pagos, caros e ruins. Então descobri algumas extensões, como WebHighlights, que você instala no navegador e consegue selecionar e salvar trechos de textos na web, separar por tags, etc. Porém, a versão free era horrível e a paga apenas em dólar (foda-se). Então descobri o Glasp, uma startup com um webapp como o anterior, mas focado em conhecimento compartilhado... você podia ver quem salvou as mesmas páginas que você, seguia outros usuários, algo como uma comunidade. Mas, novamente, tinha um milhão de funções desnecessárias, muitas vezes falhava, a versão paga é em dólar e a free é meio blé.
Então, com fogo no rabo, pra variar, pensei: MANO! VOU CRIAR ESSA PORRA!
Uoshi Highlights surge em sua versão 1.0 HAHA! Sério. Passei semanas estudando um bocado de código que eu ainda não tinha precisado, abusando do Gemini pra me explicar muitas linhas que eu precisava criar, mas acabava perdido, e muitas horas pensando como essa ferramenta deveria ser — pra mim.

