26 janeiro
Ainda tô aqui
Quando me perguntam o que é o amor...
Para mim são todas as vezes que cozinhei receitas malucas só para te ver animada
e até suas caretas valiam a pena.
Foram as horas, longas horas acordado contigo assistindo coisas
que nem me lembro em detalhes, pois estava lutando para não pegar no sono
antes do sol nascer e aproveitar um minuto a mais te vendo sorrir,
chorar ou reclamar do roteiro ou qualquer coisa.
São todas as vezes em que ofereci ajuda,
mesmo sabendo da sua capacidade,
simplesmente por eu querer dividir o seu fardo,
pois não precisamos carregar tudo sozinhos na vida
e espero que você descubra isso...
mas ainda me admiro com sua força e determinação.
Quando me perguntam o que é o amor,
para mim é a capacidade de guardar no peito tantos bons momentos
e saber que também cresci com os ruins, mesmo quando você partiu...
e ainda assim eu te amo... pode ser esse amor ou aquele,
mas ainda tô aqui, e sei que você tá aí.
01 janeiro
Os Millennials mataram a paixão
I. A velha história da paixão versus amor
Quando paro pra pensar sobre a paixão e o amor, há duas coisas que ficam claras de imediato: a paixão é tempo e o amor é espaço.
Bachelard fala sobre a memória como algo fixado em um espaço, e não em um tempo específico... é um pouco complicado, mas de forma extremamente resumida: o tempo se condensa em espaços-memória. Quando voltamos para uma memória, ela é potencializada pela imaginação a partir do espaço, criando uma outra realidade, na qual o tempo pode ser até equivocado.
Assim, sempre encarei a paixão como esse algo que acontece, te puxa em um mergulho intenso em emoções e breves momentos, e aos poucos se desfaz... mas não por acabar — às vezes ela só acaba, e tudo bem —, mas por servir como uma ponte para nos conectar e permitir que exploremos algo especial em alguém. Durante esse momento de paixão, o tempo assume diversas formas e os momentos que se criam carecem de certa profundidade e, por isso, são memórias mais fáceis de se perderem ou misturarem.
A falta de profundidade não é algo negativo, pois a paixão é como um mergulho em um novo horizonte de informações, mas estamos tão ansiosos para ver o que há além desse horizonte (medo, ansiedade, expectativas, etc), que as coisas parecem apenas nos atravessar, sem necessariamente provocar uma mudança significativa. Nós não estamos no momento da paixão, nós consumimos ele.
20 novembro
Carta aberta para quem eu disse 'eu te amo'
É indescritível quando estou com vocês.
McCandless escreveu que 'a felicidade só é real quando compartilhada' e existe uma verdade absoluta nisso. Tão absoluta quanto a solitude ser uma virtude é mentira.
Há espaços na solitude que são como o golden ticket, onde temos tempo para respirar, para refletir sobre nós mesmo e com nós mesmo.
Mas existe também uma confusão, uma hiper estima ou expectativa de que estar só seja um momento quase transcendente. Não é. Há um prazer no recolhimento que sinto ser semelhante com a melancolia, nostalgia ou qualquer merda como essa. Eu entendo que precisamos de momentos para nós, mas a felicidade de McCandless é algo que pulsa na partilha e é nesse ponto que nós todos falhamos.
18 novembro
Despedaços
10 outubro
Somos artistas de merda
Me perdi olhando pela janela do 13º andar hoje. Choveu no Centro da cidade, meus pés molharam, mas tudo bem. Lembrei de algo precioso, que talvez tenha ficado no passado e senti aquela ansiedade pois não fiz o suficiente para que permanecesse no agora.
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Captura de tela do topo da página da postagem original. Texto original— A Brief History & Ethos of the Digital Garden , de Maggie Applet...
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Neste post, eu vou contar um pouco sobre What Hides in the Dark , um jogo que criei em uma game jam e brevemente minha falha ao "exp...

