13 fevereiro

Porque eu fiz uma extensão pra salvar textos destacados

Antes de mais nada, esse post, sem querer, virou quase um estudo de caso :D então separei em alguns tópicos pra ficar mais fluído, mas prometo que é rápido, fácil e barato! Léeeeeegou!

Quantos GB tem na sua cuca?

Quanta informação diária você acha que vê navegando na internet? Eu nem estou considerando o tempo que você passa nas redes sociais. Não é fácil achar uma fonte confiável, mas apenas para ilustra—e pelo que encontrei: 0.4 zettabytes de dados foram gerados em 2025 > isso é uns 400 milhões de terabytes por dia > nosso cérebro processa uns 70 gigabytes por dia.

Sejam esses valores precisos ou não, nós sabemos que é coisa pra caralho. E de tudo isso, se nós guardarmos efetivamente algumas centenas de megabytes na memória, eu diria que é otimismo. Não atoa estamos constantemente criando bookmarks, salvando links, baixando e enviando arquivos, mas tudo tem um limite, e eu diria que o nosso limite de capacidade de organização está indo pra fita junto com a nossa sanidade.

Eu descobri a necessidade e a importância de criar metodologias de organização durante o mestrado. E não tô falando de algo científico, mas de boas práticas para nos relacionarmos e lidarmos com dados que temos contato na internet. Ainda assim, continuo sofrendo, mas..

Se ninguém faz, eu faço!

Dois dos meus maiores desafios sempre foi: catalogar referências (pois quando se está na academia, tudo o que você lê tem importância — até memes, e catalogar já nas normas da ABNT pode salvar muito do seu tempo) e salvar recortes de conteúdos textuais (perdi a conta de quantas vezes li algo irado em um site e fechei, depois nunca mais achei). Pro primeiro desafio, descobri o MyBib, e compartilho com vocês. Nesse site você consegue salvar referências de livros, filmes, links, artigos, tudo! e já nas normas da ABNT ou outras dezenas nacionais e internacionais. Você pode nem precisar da ABNT, mas é uma ferramenta maneira pra organizar listas com informações mais precisas.

Para o segundo desafio, foi muito tempo testando. Inicialmente, eu salvava os links e separava por tags em sites de feed RSS, que são tipo bibliotecas que você salva sites e pode ler eles direto na plataforma e receber notificação de atualização. Porém, são pagos, caros e ruins. Então descobri algumas extensões, como WebHighlights, que você instala no navegador e consegue selecionar e salvar trechos de textos na web, separar por tags, etc. Porém, a versão free era horrível e a paga apenas em dólar (foda-se). Então descobri o Glasp, uma startup com um webapp como o anterior, mas focado em conhecimento compartilhado... você podia ver quem salvou as mesmas páginas que você, seguia outros usuários, algo como uma comunidade. Mas, novamente, tinha um milhão de funções desnecessárias, muitas vezes falhava, a versão paga é em dólar e a free é meio blé.

Então, com fogo no rabo, pra variar, pensei: MANO! VOU CRIAR ESSA PORRA!

Uoshi Highlights surge em sua versão 1.0 HAHA! Sério. Passei semanas estudando um bocado de código que eu ainda não tinha precisado, abusando do Gemini pra me explicar muitas linhas que eu precisava criar, mas acabava perdido, e muitas horas pensando como essa ferramenta deveria ser — pra mim.


07 fevereiro

Sobre o patch de idioma de Initial D Street Stage (PPSSPP)

 Acho que esse é o tipo de publicação que entra na categoria MISC, pois é sobre algo que amo, mas talvez você não faça ideia do que tô falando (mas sugiro que você experimente, pelo menos), e tudo bem, pois a intenção é compartilhar... então vamos nessa!


Nerd mode

Initial D Street Stage é um jogo de corrida lançado em 2006 para o console Playstation Portable (PSP) da Sony. Esse jogo foi produzido pela Sega e teve um sucesso interessante no Japão, principalmente por ser um jogo baseado no mangá/anime Initial D (頭文字D) de Shuichi Shigeno. Não vou entrar em detalhes sobre a história, pois você pode encontrar muito sobre ele no TikTok ou Instagram... mas, basicamente a lore trata de rachas japoneses que se desenrolam nas montanhas e com uma ênfase no estilo de corrida drift (derrapagem) — pra quem já viu Velozes e Furiosos Desafio em Tóquio (2006) isso vai ser bem familiar.

26 janeiro

Ainda tô aqui


Quando me perguntam o que é o amor...

Para mim são todas as vezes que cozinhei receitas malucas só para te ver animada
e até suas caretas valiam a pena.

Foram as horas, longas horas acordado contigo assistindo coisas
que nem me lembro em detalhes, pois estava lutando para não pegar no sono
antes do sol nascer e aproveitar um minuto a mais te vendo sorrir,
chorar ou reclamar do roteiro ou qualquer coisa.

São todas as vezes em que ofereci ajuda,
mesmo sabendo da sua capacidade,
simplesmente por eu querer dividir o seu fardo,
pois não precisamos carregar tudo sozinhos na vida
e espero que você descubra isso...
mas ainda me admiro com sua força e determinação.

Quando me perguntam o que é o amor,
para mim é a capacidade de guardar no peito tantos bons momentos
e saber que também cresci com os ruins, mesmo quando você partiu...
e ainda assim eu te amo... pode ser esse amor ou aquele,
mas ainda tô aqui, e sei que você tá aí.

01 janeiro

Os Millennials mataram a paixão

I. A velha história da paixão versus amor

Quando paro pra pensar sobre a paixão e o amor, há duas coisas que ficam claras de imediato: a paixão é tempo e o amor é espaço.

Bachelard fala sobre a memória como algo fixado em um espaço, e não em um tempo específico... é um pouco complicado, mas de forma extremamente resumida: o tempo se condensa em espaços-memória. Quando voltamos para uma memória, ela é potencializada pela imaginação a partir do espaço, criando uma outra realidade, na qual o tempo pode ser até equivocado.

Assim, sempre encarei a paixão como esse algo que acontece, te puxa em um mergulho intenso em emoções e breves momentos, e aos poucos se desfaz... mas não por acabar — às vezes ela só acaba, e tudo bem —, mas por servir como uma ponte para nos conectar e permitir que exploremos algo especial em alguém. Durante esse momento de paixão, o tempo assume diversas formas e os momentos que se criam carecem de certa profundidade e, por isso, são memórias mais fáceis de se perderem ou misturarem.

A falta de profundidade não é algo negativo, pois a paixão é como um mergulho em um novo horizonte de informações, mas estamos tão ansiosos para ver o que há além desse horizonte (medo, ansiedade, expectativas, etc), que as coisas parecem apenas nos atravessar, sem necessariamente provocar uma mudança significativa. Nós não estamos no momento da paixão, nós consumimos ele.

20 novembro

Carta aberta para quem eu disse 'eu te amo'

É indescritível quando estou com vocês. 

McCandless escreveu que 'a felicidade só é real quando compartilhada' e existe uma verdade absoluta nisso. Tão absoluta quanto a solitude ser uma virtude é mentira. 

Há espaços na solitude que são como o golden ticket, onde temos tempo para respirar, para refletir sobre nós mesmo e com nós mesmo.

Mas existe também uma confusão, uma hiper estima ou expectativa de que estar só seja um momento quase transcendente. Não é. Há um prazer no recolhimento que sinto ser semelhante com a melancolia, nostalgia ou qualquer merda como essa. Eu entendo que precisamos de momentos para nós, mas a felicidade de McCandless é algo que pulsa na partilha e é nesse ponto que nós todos falhamos.